Mortalidade infantil e desigualdade social: análise fundamentada na Bioética de Intervenção

Lília Conceição Sales Bernardino, Simone de Melo Costa, Cássio de Almeida Lima, Maria Fernanda Santos Figueiredo Brito, Orlene Veloso Dias, Daniel de Melo Freitas

Resumo

Objetivou-se correlacionar Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) de municípios de Minas Gerais com indicadores socioeconômicos, de serviços e investimentos em saúde, fundamentando-se na bioética de intervenção. Trata-se de estudo de delineamento ecológico de grupos múltiplos. A maior mortalidade infantil foi correlacionada ao menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), menor renda municipal per capita e a menos estabelecimentos de saúde. Assim, o maior CMI correlacionou-se com os piores indicadores socioeconômicos e de investimento em saúde, sugerindo determinação social e influência do contexto nos óbitos infantis. Propõe-se uma política pública de intervenção, comprometida com a mobilização e luta social, em busca de libertação, empoderamento e emancipação dos sujeitos, para transformar a prática social e reduzir a mortalidade infantil nas regiões de grupos desvalidos e vulneráveis.

Palavras-chave

Mortalidade Infantil; Bioética; Saúde Pública; Fatores Socioeconômicos; Serviços de Saúde.

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